Privacidade e dados no processo seletivo
Tratamos seus dados para conduzir este processo seletivo. A base legal disso é procedimentos preliminares de contrato (art. 7º, V, da LGPD) — por isso participar não depende de você autorizar nada, e não existe caixa a marcar para começar.
O que depende de autorização sua é o que não é necessário para participar: consultar fontes públicas sobre você, gravar e analisar vídeo e áudio, e guardar seu material para considerá-lo em vagas futuras. Cada um tem aceite próprio, separado dos outros, e recusar qualquer um deles não prejudica sua candidatura (art. 7º, I).
Quem responde por esses dados
- Controlador: Arbitralis S.A., CNPJ 39.598.937/0001-46.
- Encarregado pelo tratamento de dados pessoais: Brenno. O canal é privacidade@arbitralis.com.br, que já existe e é lido por uma pessoa do time.
O que coletamos
- Dados de contato e trajetória profissional que você informa.
- Se você informar seu LinkedIn, a foto de perfil pública dele — o mesmo que aparece quando alguém cola esse link num chat. É só para o time reconhecer quem é quem entre várias candidaturas: nunca é lida pela inteligência artificial e não pontua nada. Número de seguidores não é coletado.
- CPF — é ele que identifica a sua candidatura para você retomar de onde parou, inclusive em outro aparelho. O CPF só localiza: o link de retomada vai para o seu e-mail, vale uma hora e abre uma vez só. Quem digitar o seu CPF não vê nada da sua candidatura.
- Suas respostas escritas e o desafio prático.
- Áudio e vídeo, quando você autoriza expressamente antes de gravar.
- Gravação das entrevistas e da conversa de fechamento — aquela em que, já aprovado, você combina os termos da contratação. Todas são gravadas do mesmo jeito, e o e-mail que marca cada uma avisa que a conversa é gravada e que você pode recusar respondendo àquele e-mail antes dela — não gravamos sem ter avisado, e recusar não elimina você do processo nem atrapalha a contratação.
- Currículo, quando você envia — usamos o texto dele para conferir se a trajetória declarada bate com o que você respondeu.
- Só se você for aprovado e formos escrever um contrato: os dados da empresa que vai assinar — CNPJ e razão social. Eles são pedidos por e-mail, depois da conversa em que os termos são combinados, e servem só para o contrato existir. Não pedimos senha, código de verificação nem dados de conta bancária: quando houver pagamento, a chave PIX usada é o próprio CNPJ que você informar.
Consulta a fontes públicas (opcional)
Se — e somente se — você marcar essa autorização específica, consultamos fontes públicas sobre você: seu perfil profissional (LinkedIn), menções na web aberta e verificação de identidade e de listas restritivas (sanção e pessoa politicamente exposta), via BigDataCorp e Apify. Esse aceite é separado do aceite de participar do processo, e recusar não prejudica sua candidatura.
Não consultamos processos judiciais. Levantar histórico judicial de quem se candidata, antes de qualquer conversa, não é necessário para avaliar trabalho — e é a consulta que mais pesa contra quem já precisou acionar a Justiça, inclusive contra um empregador.
Com esse aceite, o CPF também identifica a consulta — sem ele, a busca é feita por nome e pode trazer homônimo. Da verificação em bases públicas, nenhuma nota é gerada: o resultado é lido por uma pessoa do time, não por um modelo, e não entra em nenhuma análise automática. Do material profissional público, o que pode ser avaliado é o conteúdo sobre o seu trabalho.
Como analisamos
Usamos inteligência artificial para organizar e avaliar respostas, áudios e vídeos. A análise considera conteúdo, estrutura de argumento e consistência.
Existe uma trava técnica atrás disso, e vale dizer exatamente o que ela faz. Uma lista fechada de termos — aparência, vestimenta, cenário, sotaque, região de origem, idade, gênero, etnia, cor, deficiência, timbre, dicção, convicção religiosa, opinião política, filiação sindical, gravidez, condição de saúde nomeada (HIV/AIDS, câncer, transtorno mental, doença crônica) e orientação sexual — é apagada do material vindo de fora antes de ele chegar ao modelo, e a saída do avaliador é varrida pelos mesmos termos: se um deles aparece, a avaliação inteira é descartada, não corrigida. Áudio e vídeo são transcritos antes de serem avaliados, então quem pontua lê o que você disse e nunca ouve como você fala.
O que essa lista não cobre: vida familiar (estado civil, filhos), a palavra "saúde" sozinha sem nomear uma condição — ela aparece demais em contexto de trabalho (o benefício "plano de saúde", por exemplo) para entrar numa lista de palavras exatas sem derrubar avaliação legítima — e forma incomum de descrever qualquer um desses assuntos. A instrução dada ao avaliador também proíbe usá-los, mas instrução não é trava. Se você mesmo publicou algo assim num perfil público e autorizou a consulta a fontes públicas, esse texto pode chegar ao avaliador. É por isso que a consulta é opcional e informar perfil de rede social é escolha sua: se preferir que esse material não seja lido, não marque o aceite e não informe o perfil.
No momento em que você envia, lemos o seu material inteiro antes de encerrar. Se ficar uma lacuna que muda a leitura da sua candidatura, fazemos uma última pergunta, escrita a partir do que você mesmo respondeu — e ela entra na análise como qualquer outra resposta sua.
Quando a decisão é automática
Uma coisa neste processo decide sozinha: a conferência dos requisitos eliminatórios que a vaga declara antes de qualquer análise. O sistema compara o requisito publicado com a resposta que você mesmo marcou no formulário e, quando ela não atende, encerra a candidatura ali e manda um e-mail dizendo isso. Não há nota, não há inteligência artificial julgando nada e ninguém do time leu o seu material antes desse retorno.
Fora dessa conferência, nenhuma nota e nenhuma análise de IA reprova ninguém: avançar ou não avançar é decisão de uma pessoa do time, e o retorno que você recebe só sai depois que alguém leu e aprovou.
Você pode pedir revisão humana da conferência automática (art. 20 da LGPD). Basta responder ao e-mail de retorno pedindo revisão: uma pessoa do time relê a sua resposta junto com o requisito da vaga e te dá um retorno. Não custa nada e não prejudica nenhuma candidatura sua aqui. Vale especialmente se aquela resposta tiver sido sugerida a partir do seu currículo — quando você manda o arquivo, a gente rascunha as respostas com base nele e pede que você confira, e quem confirma sem ler pode ter sido eliminado por uma frase que o modelo escreveu. O mesmo pedido também vale por privacidade@arbitralis.com.br.
Quem mais tem acesso aos seus dados
Além da BigDataCorp e da Apify, citadas acima, outros prestadores tratam parte do que você envia — cada um com uma função específica, nenhum com acesso ao conjunto todo:
- Google (Gemini) recebe suas respostas, o currículo, as transcrições de áudio e vídeo e, quando você autoriza a consulta a fontes públicas, o material encontrado sobre você — é quem faz a análise técnica descrita acima.
- Read AI grava e transcreve as entrevistas por vídeo e a conversa de fechamento.
- Resend despacha os e-mails que você recebe da gente: seu nome, seu endereço de e-mail e o texto de cada retorno passam por ele.
- Supabase e Vercel hospedam o banco de dados inteiro e os arquivos de mídia — currículo, áudio, vídeo.
Google, Read AI e Resend operam fora do Brasil: mandar dados para eles é transferência internacional de dados (art. 33 e seguintes da LGPD). Supabase e Vercel dependem da região de hospedagem configurada na nossa conta, e essa região pode mudar.
Prazo e seus direitos
Guardamos por 24 meses contados da sua candidatura. Vencido o prazo, uma rotina diária apaga a candidatura, os arquivos que você enviou, as transcrições e o que foi consultado sobre você; sobra apenas o registro mínimo de que a exclusão aconteceu, que a lei manda manter (art. 16 da LGPD) e que não guarda conteúdo nenhum da sua candidatura.
Isso vale também para a trilha do link de retomada — IP, navegador e os últimos dígitos do seu CPF: ela some no mesmo ciclo, junto com o seu cadastro, quando não sobra nenhuma candidatura sua dentro do prazo.
Uma exceção, dita na cara: se você for contratado, seus dados deixam de ser de candidatura e passam a ser da relação de trabalho — outra finalidade, outro prazo, fora deste processo seletivo. Esta rotina não os apaga.
Você pode pedir acesso, correção ou exclusão a qualquer momento escrevendo para privacidade@arbitralis.com.br.
Para excluir seus dados, o passo a passo e o prazo estão em Exclusão dos seus dados.